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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Caracterização de método analítico cromatográfico para determinar harmina e harmalina em plasma e urina.

O chá de ayahuasca é a infusão do cipó Banisteriopsis caapi juntamente com folhas de arbusto da Psycotria viridis. Este chá esteve por mais de mil anos presente apenas nas aldeias dos povos indígenas da América Latina, em específico nas tribos da região amazônica. Para estes povos a única finalidade do uso do chá é religiosa, servindo este preparado como uma “chave para abrir as portas do mundo dos espíritos”. Porém, o uso deste já não está mais confinado aos povos das selvas, pois há várias seitas que o utilizam  em seus rituais, além de curiosos e até mesmo indivíduos que buscam esta bebida como uma forma de recreação. Na composição do chá estão presentes os seguintes alcalóides: N-N dimetiltriptamina (DMT), molécula responsável pela alucinação juntamente com tetraidroharmina, além das moléculas de harmina e harmalina as quais são as moléculas escolhidas para este trabalho. Devido à urbanização deste chá inúmeros acidentes vêm ocorrendo, desde intoxicações leves à graves nas quais muitos indivíduos são levados a óbito, o que sugere estudos mais detalhados, entre eles o desenvolvimento de métodos analíticos. Há uma escassez de trabalhos para este fim utilizando cromatografia gasosa com detector de ionização de chamas (FID), que é um detector comum e apresentou um bom desempenho na detecção de harmina e harmalina. Os modelos de extração utilizados variaram em função da matriz biológica utilizada: Para urina foi utilizada a extração líquido-líquido e a extração em fase sólida (SPE) para o plasma. A metodologia de SPE foi utilizada para o plasma devido grande quantidade de interferentes presentes nesta matriz que impossibilitaram a extração líquido-líquido com resultados satisfatórios. Os picos cromatográficos das substâncias foram: 05:15 minutos para lidocaína que é o padrão interno, harmalina com tempo de retenção de 09:20 minutos  e harmina tempo de retenção de 09:08 minutos; diversas rampas de temperatura foram utilizadas e a melhor apresentou as seguintes configurações: temperatura inicial 160 º C , com aquecimento de 15° C / minuto até 220 ° C com posterior aquecimento de 5 °C / minuto até 280 ° C com tempo total de análise de 16 minutos. A técnica de injeção foi splitless com temperatura de 250°C, detector com temperatura de 290 ° C. Este trabalho deverá ter continuidade, pois o método foi apenas caracterizado e deverá passar pelo processo de validação. Frente ao crescente problema de intoxicações, torna-se necessário o desenvolvimento de metodologias analíticas rápidas e confiáveis para um pronto diagnóstico laboratorial, e para tal, a cromatografia gasosa é uma técnica apropriada, principalmente em se tratando de detectores FID, já que são mais baratos e comuns em relação à dectecção por espectrometria de massas.
Para receber o trabalho completo por gentileza mande um e-mail para gustavo_farmacia175@hotmail.com ou cmotajr@uol.com.br, que enviaremos o trabalho.
Autores: Gustavo Aparecido Neves
              Carlos Mota Alvarenga Junior
Orientadores: Prof° Dr.Wilson Roberto Malfará
                     Prof° Dr. Bruno Spinosa Martinis
Palavras- chave: cromatografia gasosa;harmina; harmalina; detector de ionização de chamas

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